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Sentimentos confusos
É tudo o que sinto.
Desejo, amor, ódio...
Todos se cruzam.
Todos se misturam,
Todos se condensam...
E depois,
numa repentina explosão,
fazem doer
meu pobre coração!
(Fê_Notável)
A época de provas
É a época cruel
Pois afasta a poeta
De tudo o que ela simpatiza...
Não acessa mais seus blogs
Não vê mais os dos amigos.
Ela tem apenas um foco,
Só um objetivo:
Passar pela batalha
De perguntas discursivas...
E quando a época terminar,
Tudo voltará a se amenizar
E a poeta voltará a ser gente,
Terá vida virtual novamente!

Eu que já tomei alegria,
Hoje tomo tristeza,
Por ver longe de mim
Toda a tua beleza...
E porque já tomei tristeza,
Hoje tomo alegria,
E me deixo estar
Nas asas de sua poesia.
(Fê_Notável)

Os carros passam...
A chuva cai...
Pessoas transitam apressadamente pelas ruas...
Quero sentir o vento no rosto lutando com o meu rosto,
Quero correr até não conseguir respirar mais,
Quero me livrar desta vertigem que sua falta me faz...
Bate o desespero.
Atravesso a rua correndo e um carro quase me atropela.
Ouço buzinas.
Vejo um flash de luz na minha direção.
Corro.
A essas alturas, já estou encharcada,
A chuva e a solidão me consomem.
Tenho medo...
Estou sozinha, perdida no meio do nada e com medo...
Sento no meio-fio,
Choro em meio ao caos,
E me pergunto por que você (ainda) tem tanto poder sobre mim.
(Fê_Notável)

Arranha-céus ao longo da avenida
Do Paraíso à Consolação,
Sentado em frente a um deles
O menino observa a movimentação.
É meio-dia na Avenida Paulista,
A correria da alimentação,
O menino, sentado em frente a um prédio,
É ignorado pela população.
Os automóveis no farol vermelho param,
E o menino se levanta
Em busca de seu pão.
Entretanto tudo o que ouve,
Tudo o que sente,
Tudo o que lhe é de direito,
É um uníssono e sonoro “Não”.
Devagar os carros partem.
Apressadamente as pessoas se vão.
Elas fingem que o menino é um nada,
Contudo sentem o olhar do garoto,
Implorando por misericórdia e consideração.